Flexibilidade Doutrinária: Enfraquecimento da Igreja
Inevitavelmente a principal causa do enfraquecimento da igreja é a sua atitude leviana em relação à doutrina. O desleixo e a negligência moral é a conseqüência de um desprezo pela doutrina sólida. A flexibilidade doutrinária, principal característica do liberalismo teológico, tem sido a desgraça na vida da igreja. A igreja perde o seu caráter de igreja e se transforma em uma mera instituição sem forma. Não há características, nem formas, nem conceitos, nem identidades. É como a água que se molda de acordo com o recipiente. Justa a doutrina que é o “tônico” espiritual para o robustecimento da fé. A negligência numa doutrina firme e inflexível torna a igreja desnutrida e raquítica. A igreja deve atentar por princípios que garantam a sua estabilidade e espiritualidade. Não havendo estes princípios, a igreja perde a sua finalidade e entra num caos.
Todos os aspectos da igreja são enfraquecidos quando é adotada uma atitude negligente com respeito à doutrina. Não havendo doutrina, perde-se o interesse nas coisas espirituais, trazendo terríveis conseqüências na vida moral da igreja. Torna-se apática e perde-se a noção dos seus deveres. Ficando inerte, não exerce mais a sua influência como sal da terra e luz do mundo. Não aje mais disciplinadamente para com seus membros e entrega a igreja a atitudes e comportamentos ímpios e mundanos.
A igreja deve ir atrás de uma estrutura doutrinária bem sólida. Esta estrutura deveria ser o ponto de partida para dar início ao funcionamento de qualquer igreja. Procurar se posicionar diante de uma corrente doutrinária bíblica é imprescindível se queremos nos afastar das similaridades encontradas entre a igreja e o mundo, visto que os deveres cristãos (principal marco divisório entre o comportamento cristão e o mundano) são cumpridos com base em convicções doutrinárias inflexíveis.
Precisamos rejeitar qualquer formulação de um sistema doutrinário amoldado às disposições subjetivas e tendenciosas de cada pessoa, lutando em favor da existência de uma igreja fiel e de convicção doutrinária irredutível. Rejeitar a idéia de "cada pessoa tem a sua verdade", mas proclamar a Verdade Absoluta das Escrituras.
As práticas ecumênicas são as principais defensoras de uma teologia flexível, visto que ela não permite um dogmatismo rígido por ser prejudicial à unificação de todas as crenças. É preciso agradar a todos adotando uma posição dogmática que reúna todos os sistemas doutrinários em um só lugar.
E porque o ecumenismo enfraquece a igreja? Ela mancha a evangelização. Ao contrário do que se diz, o enfraquecimento da evangelização está exatamente no liberalismo dos que aceitam o ecumenismo, deixando de lado a pregação pura do evangelho que liberta o pecador do inferno e passa a aceitar a apresentação de um evangelho social. Ao colocarmos a doutrina de lado, não há razão para pensarmos na obra missionária. O que é evangelho senão as boas novas de salvação? A proliferação das idéias ecumênicas tem colocado a igreja numa “área de conforto”, onde descansa profundamente experimentando o seu comodismo.
Uma igreja assim não se preocupa com a evangelização, porque considera todos como cristãos. “Todos são filhos de Deus!”, “Todos os caminhos levam a Deus”. Por isso não importa se ela está na igreja “A” ou na igreja “B” ou até mesmo sem igreja. Todos serão alcançados pelo Deus amoroso, bondoso e que tem pena de todos! Para quê tanta rivalidade! Qual é o problema de padres pregarem em igrejas evangélicas ou pastores subirem a um púlpito católico? Vivamos o clima de compreensão e cordialidade!!!
Essa é a atitude flexível quanto aos dogmas. A apologética é jogada no lixo, e a apresentação de Deus limita-se apenas a apresentação de um Deus paternal. “Tem de haver, neste caso, o sacrifício da doutrina, porque a sua apresentação integral promove divisões”. Prega-se a igualdade de todos os homens em relação a Deus, não levando em conta o credo que professam e nem o estilo de vida que vivem. Não se prega mais aquela teologia que ensina que para ir a Deus é preciso uma transformação radical na vida espiritual da pessoa.
Comumente é feito uma distinção errônea entre o evangelho e a doutrina. Segundo o conceito bíblico, evangelho é doutrina! A negação das doutrinas fundamentais do cristianismo é a negação do evangelho. Ao abandonarmos o conservadorismo bíblico, ficamos mais próximos dos liberais e modernistas, diminuindo a ênfase numa teologia sólida e flexível e tornando a igreja numa instituição sincretista, mistura de concepções religiosas heterogêneas.
Com a flexibilidade teológica, a igreja perdeu de vista a sua força influenciadora para a preservação da sociedade. A igreja não influencia mais na sociedade. Não tem mais voz! A sociedade prega a decadência do casamento e a igreja fica calada. A sociedade manifesta a sua ira usando a força e a anarquia contra os governantes descompromissados e a igreja fica calada (quando ela não atua junto coma sociedade!). Não se ora mais pelos magistrados civis, até porque não existe mais a doutrina de que Deus constituiu os magistrados civis para serem respeitados e obedecidos.
A flexibilidade doutrinária enfraquece também a igreja na sua vida moral. A boa doutrina é o princípio de uma vida correta. A doutrina faz a vida. Ela rege a nossa prática. O abandono de certos preceitos morais torna a igreja relaxada em receber os candidatos á profissão de fé, sem investigar o estilo de vida vivido pelo candidato. Faz vista grossa à prostituição e aos diversos tipos de imoralidade. Recebem em seu meio pessoas adúlteras e abraçam aquelas que estão entregues aos vícios da vida. "Venha a Deus como você está!", "Deus aceita você como você é!". Não existe mais aquela teologia que ensina que o homem não pode ir até Deus com seu pecado porque Deus não se agrada do seu pecado. Não existe mais a doutrina do pecado ou do inferno. Nada mais do que óbvio: se jogaram fora a doutrina bíblica, o combate ao pecado foi junto.
Essa é a principal arma que o diabo usa para destruir a Igreja de Deus. Ele não se cansa de batalhar até ver as ruínas da Comunidade dos Santos. Não se cansa até ver a sociedade mundana mastigando e engolindo, pouco a pouco, as estruturas do Corpo de Cristo. Se tivéssemos a idéia da destruição que a igreja está sofrendo, defenderíamos com o mesmo grau de vigor que o diabo tem atacado.
Este momento é o momento que exige uma posição doutrinária convicta e destemida. Os púlpitos conservadores devem falar constantemente dos ideais da igreja e do seu papel na defesa intransigente da Palavra de Deus.Precisamos doutrinar esta geração e repetir as atitudes dos nossos pais na fé na luta por uma pregação bíblica fiel, doa a quem doer. Precisamos manter crentes fiéis e inflexíveis na teologia e moldar outros para não serem levados por todo vento de doutrina. Que os conselhos sejam mais criteriosos na avaliação de novos membros. Que os nossos seminários teológicos sejam mais cuidadosos na hora de aprovar algum candidato ao sagrado ministério. Que os nossos presbíteros sejam mais atentos ao receber novos ministros de outras denominações. Que as nossas igrejas sejam mais rígidas e rigorosas na exigência de uma profissão de fé anti-maçônica, anti-pentecostal, anti-arminiana e anti-liberal.
Que os nossos púlpitos conservadores e bíblicos sejam verdadeiros canais, de onde são ensinados as antigas doutrinas da graça, doutrinas fundamentais da Palavra de Deus. “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).
quinta-feira, 17 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Tempos Difíceis
Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.
Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.
Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas..." (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz:"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos..."
As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem, elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: "você precisa se amar". Conselheiros e televangelistas insistiram: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!" Cada vez mais essas tentações de auto-comiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).
Mas, observe o que procede de pessoas que são "amantes de si mesmas". Esses homens "egoístas" são: "avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tm 3.2-4).
Uma rápida observação das palavras que seguem "amantes de si mesmas" revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).
Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.
Os homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram "amantes de si mesmos" e "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida.
Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?
Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "eu" e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele "eu" ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).
Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).
O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.12-13).
Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.
Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).
Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.
Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nós já nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o "eu" em primeiro lugar. Qual vamos escolher?
Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.
Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.
Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas..." (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz:"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos..."
As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem, elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: "você precisa se amar". Conselheiros e televangelistas insistiram: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!" Cada vez mais essas tentações de auto-comiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).
Mas, observe o que procede de pessoas que são "amantes de si mesmas". Esses homens "egoístas" são: "avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tm 3.2-4).
Uma rápida observação das palavras que seguem "amantes de si mesmas" revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).
Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.
Os homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram "amantes de si mesmos" e "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida.
Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?
Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "eu" e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele "eu" ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).
Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).
O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.12-13).
Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.
Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).
Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.
Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nós já nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o "eu" em primeiro lugar. Qual vamos escolher?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
APOSTASIA DOS ULTIMOS DIAS
“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem da pecado, o filho da perdição”(1 Ts 2.3)
Apostasia, termo grego que significa: “rebelião”, “abandono”. De onde vem o seu sentido religioso de “apostatar”. De maneira simples, apostatar significa abandonar a fé, rebelar-se contra Deus, abandonar a sã doutrina , que uma vez foi por todas foi entregue ao santos. Apesar da apostasia existir a muito tempo, o texto à cima menciona uma apostasia sem precedentes, de proporções gigantescas, que Satanás por meio do anticristo estalará nos últimos dias, na mente e nos corações dos homens sem Deus.
A igreja de Cristo vem sido bombardeada por esse lixo do inferno, vivemos tempos de total apostasia, essa é a marca predominante que tem assolado a igreja de Cristo nos últimos tempos, vivamos a era da igreja de Laodicéia. As igrejas que estão descritas em Apocalipses 2 e 3, foram igrejas históricas da Ásia menor, a qual Deus enviou por meio de seu servo João uma mensagem real. Todavia podemos usar as igrejas para mostrar eras da igreja de Cristo no decorrer de sua história nessa terra. Sendo assim podemos fazer a seguinte aplicação: Igreja em Eféso(30-100) igreja apostólica; Igreja em Esmirna(100-313) igreja perseguida; Igreja em Pérgamo(313-600) igreja casada com o governo; Igreja em Tiatira(600-1.517) igreja na idade média; Igreja em Sardes(1517-1648) igreja da reforma; Igreja em Filadélfia(1648-1900) igreja dos grandes avivamentos missionários e por último Igreja de Laodicéia(1900 - ?) igreja apostata. Em apocalipse Ladicéia coloca o fundamento da igreja, o cabeça da igreja, para fora, (vs 20-21) Jesus suplica que a mesma o deixe entrar. A igreja coloca Jesus para fora dela, quando começa a ser liderada por preceitos e dogmas humanos, quando o mundanismo passa a tomar conta dos cultos, quando todo o foco do culto passa ser as necessidades humanas e não a pessoa de Cristo. Na igreja que age dessa maneira, Jesus está fora.
Existe varias maneiras da apostasia se instalar em uma igreja, uma delas é a sutileza, entra como não quer nada, uma pitada aqui, outra acolá, e depois não tem mais jeito, ela já contaminou completamente a igreja. Fico muito triste em constatar que certas práticas já existam em nossas igrejas, as quais é com certeza, uma porta ampla para a proliferação da apostasia. Algumas de nossas igrejas estão deixando o campo apropriado para a proliferação do mosquito da apostasia, muitas delas permitem mulheres pregando em reuniões ordinárias da igreja, em cultos de quarta feira e escola dominical. O que mais me impressiona é que o argumento que usam para defender tal pratica é patético, dizem que a mulher não pode pregar no púlpito, mas na parte de baixo sim, outros fazem diferença de culto, ela só pode pregar no domingo a noite, mas na quarta e na escola dominical tudo bem. Ainda existe outras que dizem: tem mulheres que pregam melhores que certos homens, concordo que exista mulheres mais capazes que muitos homens, mais essa não é razão para pautarmos nossas escolhas, pois as decisões e obediência da igreja deve ser fundamentada nas Escrituras e não em capacidade humana. Devemos lembrar que Deus não faz sua escolha para o ministério baseada na capacidade humana, é pela graça, garanto que se fosse por capacidade, estaria de fora, pois não estaria qualificado. A ordem que Deus transmitiu a igreja por meio de Paulo, não foi proibindo os lugares ou os dias que as mulheres não poderiam pregar, mas que na igreja a mulher fique calada, que a mulher não deve exercer autoridade do homem, que no contexto claramente se identifica, como profetizar, pregar a Palavra.(1 Cor 14.34-34; e 1 Tm 2.11-15). Se somos bíblicos como de fato somos, não podemos tolerar ou permitir que tal prática possa tomar conta da igreja de Cristo, sugiro até que as igrejas que assim procedem, sejam afastadas da comunhão, pois as mesmas não seguem mais os princípios e doutrina dos apóstolos e se assim estão, não resta outra alternativa, senão afastar-se(2 Jo 9-11; Rm 16.17). Devemos nos lembrar que uma maça podre estraga as demais, que uma velha ruim, estraga todo rebanho. Existe um princípio bíblico que reflete o que acabamos de falar: “Não é boa vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento. Pois também Cristo nosso cordeiro pascal, foi imolado.”(1 cor 5.6,7)
Os pastores tem a grande responsabilidade de ensinar todo conselho de Deus aos homens. Se o pastor faz sua parte tendo a disciplina e o compromisso de transmitir ao povo a Palavra de Deus, certamente tal povo ou igreja estará imunizada contra a apostasia.(Ef 4.11-16). Os ministros precisam se fadigar no estudo e ensino da Palavra(1 Tm 5.17), para tal o mesmo precisa ter comunhão com Deus através do estudo sistemático das doutrinas e da oração. Também deve procurar ler livros de teologia cristã, participar de congressos e gastar muito tempo em visitar os membros. Se de fato realizar essas atividades seu rebanho estará imunizado contra a apostasia.
As ovelhas também tem uma grande responsabilidade de não depender somente dos pastores, precisa buscar comunhão com Deus, através da oração, leitura da Palavra e de bons livros. Participar de todos os culto sempre que possível, ser um crente atuante na igreja local, envolvendo-se na obra de corpo e alma. Viva em comunhão com seus irmãos, exortando uns aos outros, a permanecerem firmes na fé. Se proceder assim , com certeza vai fabricar anticorpos espirituais que combaterão o vírus da apostasia.
Não precisamos vivermos assustados por cauda da existência da apostasia, mas precisamos com certeza estarmos preparados para combatermos, portanto, usemos dos recursos espirituais que estão ao nosso alcance e certamente teremos vitória sobre a apostasia em todas as suas formas. Amém
“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem da pecado, o filho da perdição”(1 Ts 2.3)
Apostasia, termo grego que significa: “rebelião”, “abandono”. De onde vem o seu sentido religioso de “apostatar”. De maneira simples, apostatar significa abandonar a fé, rebelar-se contra Deus, abandonar a sã doutrina , que uma vez foi por todas foi entregue ao santos. Apesar da apostasia existir a muito tempo, o texto à cima menciona uma apostasia sem precedentes, de proporções gigantescas, que Satanás por meio do anticristo estalará nos últimos dias, na mente e nos corações dos homens sem Deus.
A igreja de Cristo vem sido bombardeada por esse lixo do inferno, vivemos tempos de total apostasia, essa é a marca predominante que tem assolado a igreja de Cristo nos últimos tempos, vivamos a era da igreja de Laodicéia. As igrejas que estão descritas em Apocalipses 2 e 3, foram igrejas históricas da Ásia menor, a qual Deus enviou por meio de seu servo João uma mensagem real. Todavia podemos usar as igrejas para mostrar eras da igreja de Cristo no decorrer de sua história nessa terra. Sendo assim podemos fazer a seguinte aplicação: Igreja em Eféso(30-100) igreja apostólica; Igreja em Esmirna(100-313) igreja perseguida; Igreja em Pérgamo(313-600) igreja casada com o governo; Igreja em Tiatira(600-1.517) igreja na idade média; Igreja em Sardes(1517-1648) igreja da reforma; Igreja em Filadélfia(1648-1900) igreja dos grandes avivamentos missionários e por último Igreja de Laodicéia(1900 - ?) igreja apostata. Em apocalipse Ladicéia coloca o fundamento da igreja, o cabeça da igreja, para fora, (vs 20-21) Jesus suplica que a mesma o deixe entrar. A igreja coloca Jesus para fora dela, quando começa a ser liderada por preceitos e dogmas humanos, quando o mundanismo passa a tomar conta dos cultos, quando todo o foco do culto passa ser as necessidades humanas e não a pessoa de Cristo. Na igreja que age dessa maneira, Jesus está fora.
Existe varias maneiras da apostasia se instalar em uma igreja, uma delas é a sutileza, entra como não quer nada, uma pitada aqui, outra acolá, e depois não tem mais jeito, ela já contaminou completamente a igreja. Fico muito triste em constatar que certas práticas já existam em nossas igrejas, as quais é com certeza, uma porta ampla para a proliferação da apostasia. Algumas de nossas igrejas estão deixando o campo apropriado para a proliferação do mosquito da apostasia, muitas delas permitem mulheres pregando em reuniões ordinárias da igreja, em cultos de quarta feira e escola dominical. O que mais me impressiona é que o argumento que usam para defender tal pratica é patético, dizem que a mulher não pode pregar no púlpito, mas na parte de baixo sim, outros fazem diferença de culto, ela só pode pregar no domingo a noite, mas na quarta e na escola dominical tudo bem. Ainda existe outras que dizem: tem mulheres que pregam melhores que certos homens, concordo que exista mulheres mais capazes que muitos homens, mais essa não é razão para pautarmos nossas escolhas, pois as decisões e obediência da igreja deve ser fundamentada nas Escrituras e não em capacidade humana. Devemos lembrar que Deus não faz sua escolha para o ministério baseada na capacidade humana, é pela graça, garanto que se fosse por capacidade, estaria de fora, pois não estaria qualificado. A ordem que Deus transmitiu a igreja por meio de Paulo, não foi proibindo os lugares ou os dias que as mulheres não poderiam pregar, mas que na igreja a mulher fique calada, que a mulher não deve exercer autoridade do homem, que no contexto claramente se identifica, como profetizar, pregar a Palavra.(1 Cor 14.34-34; e 1 Tm 2.11-15). Se somos bíblicos como de fato somos, não podemos tolerar ou permitir que tal prática possa tomar conta da igreja de Cristo, sugiro até que as igrejas que assim procedem, sejam afastadas da comunhão, pois as mesmas não seguem mais os princípios e doutrina dos apóstolos e se assim estão, não resta outra alternativa, senão afastar-se(2 Jo 9-11; Rm 16.17). Devemos nos lembrar que uma maça podre estraga as demais, que uma velha ruim, estraga todo rebanho. Existe um princípio bíblico que reflete o que acabamos de falar: “Não é boa vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento. Pois também Cristo nosso cordeiro pascal, foi imolado.”(1 cor 5.6,7)
Os pastores tem a grande responsabilidade de ensinar todo conselho de Deus aos homens. Se o pastor faz sua parte tendo a disciplina e o compromisso de transmitir ao povo a Palavra de Deus, certamente tal povo ou igreja estará imunizada contra a apostasia.(Ef 4.11-16). Os ministros precisam se fadigar no estudo e ensino da Palavra(1 Tm 5.17), para tal o mesmo precisa ter comunhão com Deus através do estudo sistemático das doutrinas e da oração. Também deve procurar ler livros de teologia cristã, participar de congressos e gastar muito tempo em visitar os membros. Se de fato realizar essas atividades seu rebanho estará imunizado contra a apostasia.
As ovelhas também tem uma grande responsabilidade de não depender somente dos pastores, precisa buscar comunhão com Deus, através da oração, leitura da Palavra e de bons livros. Participar de todos os culto sempre que possível, ser um crente atuante na igreja local, envolvendo-se na obra de corpo e alma. Viva em comunhão com seus irmãos, exortando uns aos outros, a permanecerem firmes na fé. Se proceder assim , com certeza vai fabricar anticorpos espirituais que combaterão o vírus da apostasia.
Não precisamos vivermos assustados por cauda da existência da apostasia, mas precisamos com certeza estarmos preparados para combatermos, portanto, usemos dos recursos espirituais que estão ao nosso alcance e certamente teremos vitória sobre a apostasia em todas as suas formas. Amém
quinta-feira, 27 de maio de 2010
De frente para o espelho
Espelho sm. Objeto que serve para refletir imagens.
A humanidade, consciente ou inconscientemente, está mergulhada no mundo da iconografia. Vivemos cercados de símbolos, figuras ou imagens. Provocamos, com as nossas ações, imagens que expressam nossa personalidade e até mesmo o nosso caráter. A liderança também se desenvolve dessa forma, permeada de um imaginário fictício ou verídico, ela vai atuando na sociedade por meio de diversas representações.
Se o seu estilo de liderança fosse colocado diante de um espelho, quais as imagens que seriam refletidas? Você está satisfeito com o que vê?
Convido você agora a refletir sobre alguns possíveis reflexos de sua liderança.
Reflexo 1: A aparência
O primeiro reflexo a ser pensado se refere à aparência, ou seja, se você é um líder que se preocupa demasiadamente com a aparência, essa preocupação pode lhe levar a viver numa eterna crise existencial. Existe uma verdade que deve prevalecer na mente de qualquer líder: a de que a sua tarefa não é causar uma boa impressão naqueles que lidera, mas provocar neles um impacto transformador, pois o máximo que uma boa aparência pode provocar é o convencimento de idéias, ou seja, na superficialidade posso convencer o outro de que estou certo, entretanto, por ser superficial jamais conseguirei produzir uma mudança significativa na vida dele.
Liderança, contudo, não é apenas convencimento de idéias ou pessoas, mas transformação de vidas, e esse impacto transformador só é possível por meio da prática de uma verdadeira essência e não de uma verossímil aparência. A crise existencial nasce, justamente, pelo fato de o líder não se preocupar com a transformação de vidas, mas apenas com o convencimento de idéias.
Apesar de todo o discurso que há sobre a valorização do ser, parece que no final das contas o líder está preocupado somente com os resultados. Em busca de resultados imediatos nos tornamos apáticos com aqueles que lideramos. Então, imagine, se agimos assim com os que estão sob a nossa liderança, o que será dos outros que estão à margem da nossa atuação? O custo da manutenção da aparência é justamente a busca imediata pelos resultados, pois eles garantem momentaneamente o nosso status quo. Quero ressaltar que no processo de liderança, as pessoas são fundamentais; não como meros mecanismos que garantem a realização dos nossos desejos, mas como seres que podem tornar real a transformação de um lugar, uma sociedade ou até mesmo uma nação.
Para isso, todo líder no desempenho de sua liderança deve evitar a preocupação com o estereótipo e focalizar a essência, compreendendo o outro e a si mesmo, buscando por meio da compreensão uma mudança significativa e prática de idéias e atitudes.
Reflexo 2: O medo
O segundo reflexo está ligado ao medo. Para compreendermos o medo como sendo um reflexo influenciador na liderança é necessário voltarmos um pouco ao sentido da iconografia citado no início deste artigo. O termo grego eikonographía (iconografia), eikon (imagem) e graphia (escrita), era utilizado também para a representação dos heróis gregos através de imagens e símbolos. Essa caracterização permeou a história para sustentar a ilusão de heroísmo presente no imaginário do ser humano. Em pleno século XXI, a iconografia é tão real como foi no mundo grego. Na liderança, essa caracterização ainda existe para legitimar o poder do qual os líderes estão revestidos. Criamos os líderes heróis cristãos, e ainda mais, assim como no mundo grego, cultuamos esses líderes.
Contudo, para o herói ou o líder manter-se como ícone na história, há um preço a ser pago. Um dos mais notáveis historiadores da atualidade, Jean Delumeau, em seu livro História do medo no Ocidente, o qual analisa a existência do medo situada entre os séculos XIV e XVIII, ressalta que “os homens no poder fazem de modo a que o povo – essencialmente os camponeses – tenha medo” (1990, p.15), essa afirmação é real no momento em que esse medo eterniza os mais simples a viverem acomodados no sofrimento e escravos a uma ideologia vergonhosa e distante de qualquer ideal libertador e de uma vida plena e abundante.
Permita-me ser contundente e perguntar se podemos observar tal reflexo em nossas lideranças eclesiásticas. Será que não estamos utilizando uma representação de herói para marginalizar o povo e conduzi-lo a uma vida viciada na comercialização de bênçãos em nossos sistemas cristonômicos? Amedrontamos as pessoas por meio de vários fenômenos para que elas estejam cotidianamente presas aos nossos programas eclesiásticos e sigam corretamente um manual de conduta cristã. Se a pessoa não participa de “tal” campanha, ou não cumpre “certas” normas, possivelmente a necessidade dela não será suprida. Esse é um fenômeno que, conseqüentemente, aterroriza a mente daqueles que muitas vezes não têm o discernimento para perceber as façanhas mirabolantes da liderança. A imagem do herói exerce um poder de coesão e manipulação do fiel.
O historiador Delumeau ainda afirma que o medo, nos tempos antigos, era um perigo ocasionado pela natureza. Assim, a seca, os terremotos, as inundações e as pestes eram quem aterrorizavam as sociedades. Atualmente, entretanto, quem amedronta a sociedade é o próprio homem em virtude de seus ideais materialistas e insanos, os quais acabam por legitimar sua figura de herói.
Reflexo 3: O poder
O último reflexo a ser tratado aqui está relacionado ao poder. Você deve ter percebido que os dois últimos reflexos são alguns dos meios que muitos líderes têm utilizado para alcançar o poder.
Não quero argumentar agora sobre as questões técnicas do poder, entretanto, pretendo abordar um princípio bíblico para pensarmos sobre o assunto. Acredito que a atual crise vivenciada no contexto da liderança deve-se ao fato de não compreenderem a importância que os meios têm no processo da caminhada do líder até o seu objetivo final. Há uma preocupação excessiva com os títulos e nenhuma ética para alcançá-lo.
O princípio bíblico remete ao Antigo Testamento. Davi, conforme registra 2 Sm 6, foi estabelecido rei em Israel, mas a arca da aliança não estava em Jerusalém. O novo rei deveria levar a arca para o centro daquela nação, pois esta simbolizava a aliança de Deus para com aquele povo. Jerusalém, por sua vez, simbolizava a força econômica, política e social daquela nação, conseqüentemente, a arca, em Jerusalém, devolvia a autoridade que todo o Israel necessitava naquele momento. Diante disso, Davi elabora sua primeira tentativa para conduzir aquele símbolo de volta e, como a história narra, Deus desagradou-se do meio utilizado para fazer o transporte. Houve irreverência, falta de temor por parte daqueles que estavam transportando a arca. Deus estava ensinando naquele momento que mais importante do que levar a arca para Jerusalém, era o como levar.
Nós, líderes cristãos, na busca pelo triunfalismo espiritual, muitas vezes esquecemos dos meios que temos utilizado para alcançá-lo. Não percebemos que estamos agindo sem temor diante das nossas obrigações em relação a Deus e o seu povo. Contudo, Davi retoma sua caminhada, mas agora era diferente, pois “sucedeu que, quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros” (2 Sm 6.13). Imagine quão longa seria a viagem se a cada seis passos eles paravam para sacrificar ao Senhor. Enfim, esse princípio nos ensina que o mais importante não é simplesmente chegar, mas quais meios estamos utilizando para atingir nosso objetivo.
Posso afirmar que, para sustentar a aparência no poder, muitos líderes, infelizmente, têm amedrontado o povo com vários programas e obrigações eclesiásticas. É um ciclo vicioso, pois os programas eclesiásticos garantem momentaneamente o nosso status quo e, por incrível que pareça, a execução do medo é o meio pelo qual os líderes mantêm o poder baseado na aparência, afinal de contas, os medrosos são covardes e não possuem coragem para contestar o que quer que seja, ainda mais as práticas daqueles que se denominam heróis.
Repensar a forma como estamos caminhando na liderança é um primeiro passo para buscarmos medidas efetivas de mudanças que agradem a Deus. Conseqüentemente, será possível cumprir o seu querer em nossas vidas por meio de um bom desempenho enquanto líderes.
Na benção!!! Tudo Pelo Reino
Espelho sm. Objeto que serve para refletir imagens.
A humanidade, consciente ou inconscientemente, está mergulhada no mundo da iconografia. Vivemos cercados de símbolos, figuras ou imagens. Provocamos, com as nossas ações, imagens que expressam nossa personalidade e até mesmo o nosso caráter. A liderança também se desenvolve dessa forma, permeada de um imaginário fictício ou verídico, ela vai atuando na sociedade por meio de diversas representações.
Se o seu estilo de liderança fosse colocado diante de um espelho, quais as imagens que seriam refletidas? Você está satisfeito com o que vê?
Convido você agora a refletir sobre alguns possíveis reflexos de sua liderança.
Reflexo 1: A aparência
O primeiro reflexo a ser pensado se refere à aparência, ou seja, se você é um líder que se preocupa demasiadamente com a aparência, essa preocupação pode lhe levar a viver numa eterna crise existencial. Existe uma verdade que deve prevalecer na mente de qualquer líder: a de que a sua tarefa não é causar uma boa impressão naqueles que lidera, mas provocar neles um impacto transformador, pois o máximo que uma boa aparência pode provocar é o convencimento de idéias, ou seja, na superficialidade posso convencer o outro de que estou certo, entretanto, por ser superficial jamais conseguirei produzir uma mudança significativa na vida dele.
Liderança, contudo, não é apenas convencimento de idéias ou pessoas, mas transformação de vidas, e esse impacto transformador só é possível por meio da prática de uma verdadeira essência e não de uma verossímil aparência. A crise existencial nasce, justamente, pelo fato de o líder não se preocupar com a transformação de vidas, mas apenas com o convencimento de idéias.
Apesar de todo o discurso que há sobre a valorização do ser, parece que no final das contas o líder está preocupado somente com os resultados. Em busca de resultados imediatos nos tornamos apáticos com aqueles que lideramos. Então, imagine, se agimos assim com os que estão sob a nossa liderança, o que será dos outros que estão à margem da nossa atuação? O custo da manutenção da aparência é justamente a busca imediata pelos resultados, pois eles garantem momentaneamente o nosso status quo. Quero ressaltar que no processo de liderança, as pessoas são fundamentais; não como meros mecanismos que garantem a realização dos nossos desejos, mas como seres que podem tornar real a transformação de um lugar, uma sociedade ou até mesmo uma nação.
Para isso, todo líder no desempenho de sua liderança deve evitar a preocupação com o estereótipo e focalizar a essência, compreendendo o outro e a si mesmo, buscando por meio da compreensão uma mudança significativa e prática de idéias e atitudes.
Reflexo 2: O medo
O segundo reflexo está ligado ao medo. Para compreendermos o medo como sendo um reflexo influenciador na liderança é necessário voltarmos um pouco ao sentido da iconografia citado no início deste artigo. O termo grego eikonographía (iconografia), eikon (imagem) e graphia (escrita), era utilizado também para a representação dos heróis gregos através de imagens e símbolos. Essa caracterização permeou a história para sustentar a ilusão de heroísmo presente no imaginário do ser humano. Em pleno século XXI, a iconografia é tão real como foi no mundo grego. Na liderança, essa caracterização ainda existe para legitimar o poder do qual os líderes estão revestidos. Criamos os líderes heróis cristãos, e ainda mais, assim como no mundo grego, cultuamos esses líderes.
Contudo, para o herói ou o líder manter-se como ícone na história, há um preço a ser pago. Um dos mais notáveis historiadores da atualidade, Jean Delumeau, em seu livro História do medo no Ocidente, o qual analisa a existência do medo situada entre os séculos XIV e XVIII, ressalta que “os homens no poder fazem de modo a que o povo – essencialmente os camponeses – tenha medo” (1990, p.15), essa afirmação é real no momento em que esse medo eterniza os mais simples a viverem acomodados no sofrimento e escravos a uma ideologia vergonhosa e distante de qualquer ideal libertador e de uma vida plena e abundante.
Permita-me ser contundente e perguntar se podemos observar tal reflexo em nossas lideranças eclesiásticas. Será que não estamos utilizando uma representação de herói para marginalizar o povo e conduzi-lo a uma vida viciada na comercialização de bênçãos em nossos sistemas cristonômicos? Amedrontamos as pessoas por meio de vários fenômenos para que elas estejam cotidianamente presas aos nossos programas eclesiásticos e sigam corretamente um manual de conduta cristã. Se a pessoa não participa de “tal” campanha, ou não cumpre “certas” normas, possivelmente a necessidade dela não será suprida. Esse é um fenômeno que, conseqüentemente, aterroriza a mente daqueles que muitas vezes não têm o discernimento para perceber as façanhas mirabolantes da liderança. A imagem do herói exerce um poder de coesão e manipulação do fiel.
O historiador Delumeau ainda afirma que o medo, nos tempos antigos, era um perigo ocasionado pela natureza. Assim, a seca, os terremotos, as inundações e as pestes eram quem aterrorizavam as sociedades. Atualmente, entretanto, quem amedronta a sociedade é o próprio homem em virtude de seus ideais materialistas e insanos, os quais acabam por legitimar sua figura de herói.
Reflexo 3: O poder
O último reflexo a ser tratado aqui está relacionado ao poder. Você deve ter percebido que os dois últimos reflexos são alguns dos meios que muitos líderes têm utilizado para alcançar o poder.
Não quero argumentar agora sobre as questões técnicas do poder, entretanto, pretendo abordar um princípio bíblico para pensarmos sobre o assunto. Acredito que a atual crise vivenciada no contexto da liderança deve-se ao fato de não compreenderem a importância que os meios têm no processo da caminhada do líder até o seu objetivo final. Há uma preocupação excessiva com os títulos e nenhuma ética para alcançá-lo.
O princípio bíblico remete ao Antigo Testamento. Davi, conforme registra 2 Sm 6, foi estabelecido rei em Israel, mas a arca da aliança não estava em Jerusalém. O novo rei deveria levar a arca para o centro daquela nação, pois esta simbolizava a aliança de Deus para com aquele povo. Jerusalém, por sua vez, simbolizava a força econômica, política e social daquela nação, conseqüentemente, a arca, em Jerusalém, devolvia a autoridade que todo o Israel necessitava naquele momento. Diante disso, Davi elabora sua primeira tentativa para conduzir aquele símbolo de volta e, como a história narra, Deus desagradou-se do meio utilizado para fazer o transporte. Houve irreverência, falta de temor por parte daqueles que estavam transportando a arca. Deus estava ensinando naquele momento que mais importante do que levar a arca para Jerusalém, era o como levar.
Nós, líderes cristãos, na busca pelo triunfalismo espiritual, muitas vezes esquecemos dos meios que temos utilizado para alcançá-lo. Não percebemos que estamos agindo sem temor diante das nossas obrigações em relação a Deus e o seu povo. Contudo, Davi retoma sua caminhada, mas agora era diferente, pois “sucedeu que, quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros” (2 Sm 6.13). Imagine quão longa seria a viagem se a cada seis passos eles paravam para sacrificar ao Senhor. Enfim, esse princípio nos ensina que o mais importante não é simplesmente chegar, mas quais meios estamos utilizando para atingir nosso objetivo.
Posso afirmar que, para sustentar a aparência no poder, muitos líderes, infelizmente, têm amedrontado o povo com vários programas e obrigações eclesiásticas. É um ciclo vicioso, pois os programas eclesiásticos garantem momentaneamente o nosso status quo e, por incrível que pareça, a execução do medo é o meio pelo qual os líderes mantêm o poder baseado na aparência, afinal de contas, os medrosos são covardes e não possuem coragem para contestar o que quer que seja, ainda mais as práticas daqueles que se denominam heróis.
Repensar a forma como estamos caminhando na liderança é um primeiro passo para buscarmos medidas efetivas de mudanças que agradem a Deus. Conseqüentemente, será possível cumprir o seu querer em nossas vidas por meio de um bom desempenho enquanto líderes.
Na benção!!! Tudo Pelo Reino
domingo, 18 de abril de 2010
Relacionamento entre líder e liderado
“Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade”. (Jo 17:17).
Vivemos em um tempo de poucos referenciais realmente dignos de serem imitados no que se refere ao relacionamento entre líderes e liderados. Quando olhamos para a igreja percebemos muita disputa contenda divisões e ressentimentos na caminhada da liderança evangélica. Mas como podemos reverter esse quadro?
Podemos buscar entendimento na Palavra de Deus na revelação e toque do Espírito Santo. À medida que essa Palavra penetrar profundamente nossos corações com os padrões e princípios de Deus mudanças ocorrerão e seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial. Assim quero convidá-lo a observar comigo cinco lições sobre o relacionamento entre líder e liderado segundo a prática vivenciada por Jesus e os apóstolos.
1. Relacionamento de amor
Você está lembrado quem era chamado de discípulo a quem Jesus amava? Certamente veio em sua mente o nome de João correto? Mas a segunda pergunta que faço é: quem disse isso? Se você parar de ler por um momento e refletir é muito provável que tenha dificuldades em se lembrar. Pois aqui está uma grande surpresa. Quem falou isso foi o próprio discípulo. Confira lendo os textos Jo 13.2319.2620.221.720. Mas o que isso significa? João não era o único a quem Jesus amava mas sua percepção do amor de Jesus era tão grande que o fez se identificar desse modo. Aqui temos a primeira lição. A base do relacionamento entre líder e liderado deve seguir o padrão do amor percebido entre Jesus e João.
2. Relacionamento Cristrocêntrico
Vivemos dias de grande barateamento do evangelho. Muitos retiram das escrituras somente aquilo que traz bem-estar. É certo que Deus é bondoso e generoso mas a essência do evangelho é tão somente Jesus Cristo. A pregação antropocêntrica (focada na pessoa) deve ser mudada para ter Jesus Cristo no centro. Seu amorsua graçasua vontadeseus planosseu padrão de vidasua santidade enfim devemos ter este eixo em nossa pregação e nosso relacionamento líder e liderado. O apóstolo Paulo dá grande ênfase neste foco ao desejar que Cristo seja formado em seus discípulos (Gl 4.19)pois afinal podemos correr o risco de termos uma fé completamente vã se Jesus não for o centro (1 Co 15.17).
3. Relacionamento de fidelidade
O discurso corrente deste mundo moderno valoriza a individualidade ao extremo. “Minha” visão“meu” chamamento“minha” unção são apenas algumas expressões que podem indicar o quanto estamos influenciados por essa mentalidade. Sigo “meu” líder somente até quando for conveniente partindo para seguir “meu” caminho. A base bíblica do relacionamento deve ser a aliança. A atitude decorrente deve ser a fidelidade. Pois afinal somos nós pelo Reino. Jesus valorizou o servo bom e fiel (Mt 25.21) pela obediência e cumprimento de suas orientações. Jesus requisita fidelidade pois ele foi fiel em seu propósito. Assim também deve ser o relacionamento líder e liderado como um só corpo e família.
4. Relacionamento de serviço
Jesus deixou muito claro que no padrão da Nova Aliança o objetivo de líder era servir (Mt 20.26-28). O liderado deveria seguir esse padrão sempre servindo. Uma comunidade onde todos servem ninguém passará necessidades de nenhuma natureza. Quando o líder ou o liderado exigem serviços para si o relacionamento começa a complicar. A maior expressão da liberdade é servir sem a obrigação de fazê-lo (Gl 5.13). Se formos verdadeiramente livres serviremos com alegria nos dons e talentos que recebemos de Deus. Se não servimos precisamos de libertação em nossos corações.
5. Relacionamento de modelo de vida
Talvez nesta lição tenhamos o maior desafio de todos. Há muito já não se aceitam líderes que pregam com palavras conteúdos diferentes do que vivem. Alguém disse “não consigo ouvir o que você diz pois suas atitudes falam mais alto”. O apóstolo Paulo desafiou e orientou seus liderados a imitarem seus procedimentos (2 Tm 3.101 Co 4.1611.1). É assim mesmo. Nosso relacionamento transmite nosso modelo de vida. Não significa que o líder deva ser perfeito. Aliás à medida que o liderado cresce espiritualmente igualmente poderá influenciar seu líder nas áreas que consegue andar no padrão de Cristo. Nessa caminhada de imitação ambos tem o maior modelo de todos: Jesus Cristo.
Ao observarmos essas lições com nossos corações abertos com a ministração do Espírito Santo subiremos novos padrões nos relacionamentos líder e liderado. Deixe-se influenciar por essas verdades. Somente assim seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial.
Na benção!!!
“Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade”. (Jo 17:17).
Vivemos em um tempo de poucos referenciais realmente dignos de serem imitados no que se refere ao relacionamento entre líderes e liderados. Quando olhamos para a igreja percebemos muita disputa contenda divisões e ressentimentos na caminhada da liderança evangélica. Mas como podemos reverter esse quadro?
Podemos buscar entendimento na Palavra de Deus na revelação e toque do Espírito Santo. À medida que essa Palavra penetrar profundamente nossos corações com os padrões e princípios de Deus mudanças ocorrerão e seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial. Assim quero convidá-lo a observar comigo cinco lições sobre o relacionamento entre líder e liderado segundo a prática vivenciada por Jesus e os apóstolos.
1. Relacionamento de amor
Você está lembrado quem era chamado de discípulo a quem Jesus amava? Certamente veio em sua mente o nome de João correto? Mas a segunda pergunta que faço é: quem disse isso? Se você parar de ler por um momento e refletir é muito provável que tenha dificuldades em se lembrar. Pois aqui está uma grande surpresa. Quem falou isso foi o próprio discípulo. Confira lendo os textos Jo 13.2319.2620.221.720. Mas o que isso significa? João não era o único a quem Jesus amava mas sua percepção do amor de Jesus era tão grande que o fez se identificar desse modo. Aqui temos a primeira lição. A base do relacionamento entre líder e liderado deve seguir o padrão do amor percebido entre Jesus e João.
2. Relacionamento Cristrocêntrico
Vivemos dias de grande barateamento do evangelho. Muitos retiram das escrituras somente aquilo que traz bem-estar. É certo que Deus é bondoso e generoso mas a essência do evangelho é tão somente Jesus Cristo. A pregação antropocêntrica (focada na pessoa) deve ser mudada para ter Jesus Cristo no centro. Seu amorsua graçasua vontadeseus planosseu padrão de vidasua santidade enfim devemos ter este eixo em nossa pregação e nosso relacionamento líder e liderado. O apóstolo Paulo dá grande ênfase neste foco ao desejar que Cristo seja formado em seus discípulos (Gl 4.19)pois afinal podemos correr o risco de termos uma fé completamente vã se Jesus não for o centro (1 Co 15.17).
3. Relacionamento de fidelidade
O discurso corrente deste mundo moderno valoriza a individualidade ao extremo. “Minha” visão“meu” chamamento“minha” unção são apenas algumas expressões que podem indicar o quanto estamos influenciados por essa mentalidade. Sigo “meu” líder somente até quando for conveniente partindo para seguir “meu” caminho. A base bíblica do relacionamento deve ser a aliança. A atitude decorrente deve ser a fidelidade. Pois afinal somos nós pelo Reino. Jesus valorizou o servo bom e fiel (Mt 25.21) pela obediência e cumprimento de suas orientações. Jesus requisita fidelidade pois ele foi fiel em seu propósito. Assim também deve ser o relacionamento líder e liderado como um só corpo e família.
4. Relacionamento de serviço
Jesus deixou muito claro que no padrão da Nova Aliança o objetivo de líder era servir (Mt 20.26-28). O liderado deveria seguir esse padrão sempre servindo. Uma comunidade onde todos servem ninguém passará necessidades de nenhuma natureza. Quando o líder ou o liderado exigem serviços para si o relacionamento começa a complicar. A maior expressão da liberdade é servir sem a obrigação de fazê-lo (Gl 5.13). Se formos verdadeiramente livres serviremos com alegria nos dons e talentos que recebemos de Deus. Se não servimos precisamos de libertação em nossos corações.
5. Relacionamento de modelo de vida
Talvez nesta lição tenhamos o maior desafio de todos. Há muito já não se aceitam líderes que pregam com palavras conteúdos diferentes do que vivem. Alguém disse “não consigo ouvir o que você diz pois suas atitudes falam mais alto”. O apóstolo Paulo desafiou e orientou seus liderados a imitarem seus procedimentos (2 Tm 3.101 Co 4.1611.1). É assim mesmo. Nosso relacionamento transmite nosso modelo de vida. Não significa que o líder deva ser perfeito. Aliás à medida que o liderado cresce espiritualmente igualmente poderá influenciar seu líder nas áreas que consegue andar no padrão de Cristo. Nessa caminhada de imitação ambos tem o maior modelo de todos: Jesus Cristo.
Ao observarmos essas lições com nossos corações abertos com a ministração do Espírito Santo subiremos novos padrões nos relacionamentos líder e liderado. Deixe-se influenciar por essas verdades. Somente assim seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial.
Na benção!!!
domingo, 4 de abril de 2010
O líder e a vontade de desistir
Uma das mais fortes tentações que um pastor ou líder tem em sua jornada é a vontade de desistir. Quantas vezes isso já não deve ter passado pela sua cabeça? Creio que todos os líderes, de fato, vivem este tipo de experiência. Podem até não declarar publicamente mas, lá no seu íntimo, isso já deve ter sido uma opção pensada. Como podemos lidar com esta possibilidade quando ela parece ser a saída mais honrosa para um tempo de lutas? Como lidar de forma sábia com a vontade de desistir? Sugiro algumas ações:
Examine sua saúde, veja se esta reação não está ligada ao seu estado físico ou mental. Às vezes, você precisa de descanso, férias, uma mudança de rotina ou de ritmo. Lembre-se: você é um ser humano, não uma máquina e mesmo as máquinas têm limites.
Examine seu coração, observe se esta vontade de desistir não está ligada a questões e reações repetitivas, ligadas a problemas do passado, mas que em seu interior ainda não foram resolvidos e assentados em sua alma. Sempre é tempo de buscar restauração.
Examine seu espírito, veja se há pecado dominando a sua vida, se sua comunhão com o Senhor encontra-se em baixa e qual o motivo para isso; avalie onde está a visão que lhe impulsionava antes, e aonde ela foi parar, e o que a minou; reflita se você está dando ouvidos a alguma mentira diabólica. Ele adora nos fazer desistir dos sonhos de Deus para nós.
Procure o apoio de pessoas positivas, de fé, sinceras e maduras que sejam capazes de ajudar você a avaliar a situação de forma segura, ampla e sem falsidade. Peça a oração dos irmãos e invista tempo em oração, cultive uma comunhão mais íntima com Jesus. Na luz do Senhor vemos a luz, por isso derrame a sua vida diante de Deus, faça boas leituras que lhe ajudem a pensar na situação de maneira mais clara.
Em resumo, não tente levar a carga sozinho. Procure ajuda, não se fixe somente na idéia de desistir, estudando as opções existentes e as possíveis, à luz de tudo aquilo que Deus lhe mostrar em meio a todas as ações acima sugeridas.
Como líder, você sempre estará propenso a situações de pressão intensa, e a vontade de desistir muitas vezes parecerá a saída, mas se há um momento em que devemos ser muito criteriosos ao tomar decisões é exatamente quando estamos sobre forte pressão.
Muitas vezes a sua grande vitória, a grande virada, está a apenas um passo antes da desistência. Talvez você já esteja em vias de alcançar a vitória sonhada e aí você para e desiste. Não faça isso. Deus lhe chamou para completar a corrida. “Desista” apenas quando você tiver todas as certezas possíveis e, ainda assim, pare e pergunte: é isso mesmo que Deus deseja para mim hoje? Se a vontade de Deus for que você pare, não será uma desistência, mas uma mudança estratégica.
Antes de encerrar, vale lembrar que existem momentos em que nós precisamos de fato nos retirar, mas não desistir. Às vezes o nosso tempo em determinado contexto já se findou de verdade, aí temos de ter o discernimento para sairmos, pois este tipo de saída não é desistência, mas uma ação inteligente, tomada por alguém que foi capaz de perceber que “há tempo para todo propósito debaixo do céu”.
Uma das mais fortes tentações que um pastor ou líder tem em sua jornada é a vontade de desistir. Quantas vezes isso já não deve ter passado pela sua cabeça? Creio que todos os líderes, de fato, vivem este tipo de experiência. Podem até não declarar publicamente mas, lá no seu íntimo, isso já deve ter sido uma opção pensada. Como podemos lidar com esta possibilidade quando ela parece ser a saída mais honrosa para um tempo de lutas? Como lidar de forma sábia com a vontade de desistir? Sugiro algumas ações:
Examine sua saúde, veja se esta reação não está ligada ao seu estado físico ou mental. Às vezes, você precisa de descanso, férias, uma mudança de rotina ou de ritmo. Lembre-se: você é um ser humano, não uma máquina e mesmo as máquinas têm limites.
Examine seu coração, observe se esta vontade de desistir não está ligada a questões e reações repetitivas, ligadas a problemas do passado, mas que em seu interior ainda não foram resolvidos e assentados em sua alma. Sempre é tempo de buscar restauração.
Examine seu espírito, veja se há pecado dominando a sua vida, se sua comunhão com o Senhor encontra-se em baixa e qual o motivo para isso; avalie onde está a visão que lhe impulsionava antes, e aonde ela foi parar, e o que a minou; reflita se você está dando ouvidos a alguma mentira diabólica. Ele adora nos fazer desistir dos sonhos de Deus para nós.
Procure o apoio de pessoas positivas, de fé, sinceras e maduras que sejam capazes de ajudar você a avaliar a situação de forma segura, ampla e sem falsidade. Peça a oração dos irmãos e invista tempo em oração, cultive uma comunhão mais íntima com Jesus. Na luz do Senhor vemos a luz, por isso derrame a sua vida diante de Deus, faça boas leituras que lhe ajudem a pensar na situação de maneira mais clara.
Em resumo, não tente levar a carga sozinho. Procure ajuda, não se fixe somente na idéia de desistir, estudando as opções existentes e as possíveis, à luz de tudo aquilo que Deus lhe mostrar em meio a todas as ações acima sugeridas.
Como líder, você sempre estará propenso a situações de pressão intensa, e a vontade de desistir muitas vezes parecerá a saída, mas se há um momento em que devemos ser muito criteriosos ao tomar decisões é exatamente quando estamos sobre forte pressão.
Muitas vezes a sua grande vitória, a grande virada, está a apenas um passo antes da desistência. Talvez você já esteja em vias de alcançar a vitória sonhada e aí você para e desiste. Não faça isso. Deus lhe chamou para completar a corrida. “Desista” apenas quando você tiver todas as certezas possíveis e, ainda assim, pare e pergunte: é isso mesmo que Deus deseja para mim hoje? Se a vontade de Deus for que você pare, não será uma desistência, mas uma mudança estratégica.
Antes de encerrar, vale lembrar que existem momentos em que nós precisamos de fato nos retirar, mas não desistir. Às vezes o nosso tempo em determinado contexto já se findou de verdade, aí temos de ter o discernimento para sairmos, pois este tipo de saída não é desistência, mas uma ação inteligente, tomada por alguém que foi capaz de perceber que “há tempo para todo propósito debaixo do céu”.
domingo, 21 de março de 2010
As atitudes espelham a liderança
A frase acima foi dita no início do filme Duelo de Titãs, e só por ela valeu a pena o filme todo.
Sobre liderança o Dr. John Edmund Haggai, tem a seguinte definição: Liderar é se esforçar parainfluenciar de forma consciente um determinado grupo para levá-lo a atingir metas de permanente benefício, que atendam as suas reais necessidades.
Apesar de tantas pessoas buscarem a posição de liderança temos no Brasil uma grande crise de liderança, pois nossa sociedade, muitas vezes, tem à sua frente uma liderança doentia, que não evolui (cresce), que não percebe (sente) a reação dos liderados a tempo de agir, que trata todos como coisas e não respeita os sentimentos individuais, que não aprimora suas qualidades e não corrige suas deficiências. Espero que essa seja apenas uma fase de transição e que tenhamos nos próximos tempos líderes de verdade.
Motivos dessa crise
1. Todos querem a posição de liderança mas desistem quando se vêem diante da necessidade de se fazer tanto esforço para permanecerem na liderança, e não conseguem ver, ao final, qual seria o seu retorno (pagamento) por esse esforço empreendido. Esse tipo de pessoa não tem visão ou sua visão está destorcida e embaçada o suficiente para não valorizar a oportunidade que está diante dele. Pessoas sem visão desistem diante das primeiras dificuldades. Não arriscam sua pele (vida, status, dinheiro, etc.) pelo risco de liderar. Certa vez, ouvi a seguinte frase: Na vida quem não tem um motivo para morrer não está preparado para viver. Em outra oportunidade vamos falar um pouco sobre visão, mas, em síntese, quem quer liderar deve ter certeza do seu objetivo, onde quer chegar e avaliar se no meio do caminho, diante de grandes dificuldades, estará disposto a arriscar a sua pele (morrer pela causa) para atingir a visão proposta inicialmente, a ponto de pagar alto preço. O motivo de nossa liderança deve valer a pena para que se inicie o processo de liderança.
2. O verdadeiro líder exerce sua influência 24 horas por dia, 7 dias por semana. O líder influencia em todo o tempo e não só quando está diante dos seus liderados. A verdadeira liderança é um estilo de vida que marca as pessoas pelos benefícios que essa liderança traz. O mundo está ansioso, sedento por essa liderança. Nós como cristãos temos a solução para as crises da família e do casamento, da indústria e do comércio. Nós temos solução (permanente benefício) para a solidão e até para a morte. Temos condições de influenciar todo esse mundo de forma permanente até que Cristo volte, mas não somos líderes porque não temos (como grupo) consciência dessa força influenciadora que é nata em nós. Como podemos conscientizar os outros da necessidade de ter nova vida, novas atitudes, se nós não as temos praticado, não estamos cientes de que somos os grandes líderes de nossa época? Gostamos muito da história mas não estamos conscientes de que estamos também fazendo história e que história é a nossa? Tenho te colocado como cabeça e não como cauda (Dt 28:13). Esse versículo é verdade para nós?
3. O líder não pode temer as dificuldades e sim temer a falta de desafios (metas) em sua vida. Um líder sem metas é medíocre demais para exercer sua liderança. Hoje as igrejas perderam sua identidade e os membros dessa igreja também já não sabem quem são e às vezes as igrejas se tornam um depósito de gente que não sabem o querem da vida e nem para onde estão indo, pois muitos ainda não têm sequer certeza da salvação. Temos dentro das igrejas chefes e não líderes. Chefes mandam, líderes influenciam. O líder precisa ter metas e compartilhá-las para que o grupo se identifique com as metas e assim se identifiquem com o líder (ou não) e se sintam parte do grupo (ou não). Não alcançaremos unidade se não forem públicas nossas metas. Habacuque nos ensina: escreve claramente a visão... Precisamos em todo o tempo deixar claro nossa visão e metas e, como o povo tem memória curta, precisamos constantemente lembrá-los para onde estamos indo, através de nossas atitudes. Nossas atitudes devem revelar nossa visão.
4. Uma vez ouvi a seguinte frase : Dê o que eles querem para poder dar o que eles precisam. Essa intricada frase mexeu comigo. Nem sempre o que as pessoas querem é o que elas precisam, mas infelizmente às vezes precisamos dar para as pessoas o que elas querem primeiro, para depois darmos o que realmente elas precisam. O verdadeiro líder sabe o que seus liderados precisam, sabem de suas necessidades, por intermédio do discipulado, do companheirismo, do pastoreamento, do olho no olho, de pai para filho, do caminhar juntos, fruto da comunhão. Talvez tenha sido isso o que o Apóstolo tenha feito quando disse: tornei-me tudo para com todos, para ganhar alguns (I Cor. 9:22). Além disso parece que ninguém está disposto a ouvir outrem se não houver identificação (é do meu grupo ou tribo) de ambas as partes. Aqueles que conduzem as pessoas se portam como chefes e não como líderes. Não adianta olharmos para as pessoas com a visão de Deus, descobrindo suas reais necessidades, e não conseguirmos nos comunicar com elas. Mesmo que tenhamos a visão de Deus e o poder de Deus para dar às pessoas uma solução, não vamos alcançar nosso objetivo, se ela não entender o que estamos falando. Ela só entenderá quando conseguirmos chamar sua atenção para nossa proposta ou seja quando ela se identificar conosco. Para suprir a real necessidade das pessoas precisamos primeiro nos relacionar com elas (dia-a-dia, olho no olho, comunhão) a ponto de gerar confiança e depois liderá-las até Cristo Jesus.
Estamos conscientes da crise de liderança? Estamos prontos para assumirmos o nosso papel de liderança? Estamos prontos para morrermos por nossa visão? Queremos ser líderes ou chefes? Qual a atitude de nossos liderados? Observemos bem, pois as atitudes espelham a liderança.
A frase acima foi dita no início do filme Duelo de Titãs, e só por ela valeu a pena o filme todo.
Sobre liderança o Dr. John Edmund Haggai, tem a seguinte definição: Liderar é se esforçar parainfluenciar de forma consciente um determinado grupo para levá-lo a atingir metas de permanente benefício, que atendam as suas reais necessidades.
Apesar de tantas pessoas buscarem a posição de liderança temos no Brasil uma grande crise de liderança, pois nossa sociedade, muitas vezes, tem à sua frente uma liderança doentia, que não evolui (cresce), que não percebe (sente) a reação dos liderados a tempo de agir, que trata todos como coisas e não respeita os sentimentos individuais, que não aprimora suas qualidades e não corrige suas deficiências. Espero que essa seja apenas uma fase de transição e que tenhamos nos próximos tempos líderes de verdade.
Motivos dessa crise
1. Todos querem a posição de liderança mas desistem quando se vêem diante da necessidade de se fazer tanto esforço para permanecerem na liderança, e não conseguem ver, ao final, qual seria o seu retorno (pagamento) por esse esforço empreendido. Esse tipo de pessoa não tem visão ou sua visão está destorcida e embaçada o suficiente para não valorizar a oportunidade que está diante dele. Pessoas sem visão desistem diante das primeiras dificuldades. Não arriscam sua pele (vida, status, dinheiro, etc.) pelo risco de liderar. Certa vez, ouvi a seguinte frase: Na vida quem não tem um motivo para morrer não está preparado para viver. Em outra oportunidade vamos falar um pouco sobre visão, mas, em síntese, quem quer liderar deve ter certeza do seu objetivo, onde quer chegar e avaliar se no meio do caminho, diante de grandes dificuldades, estará disposto a arriscar a sua pele (morrer pela causa) para atingir a visão proposta inicialmente, a ponto de pagar alto preço. O motivo de nossa liderança deve valer a pena para que se inicie o processo de liderança.
2. O verdadeiro líder exerce sua influência 24 horas por dia, 7 dias por semana. O líder influencia em todo o tempo e não só quando está diante dos seus liderados. A verdadeira liderança é um estilo de vida que marca as pessoas pelos benefícios que essa liderança traz. O mundo está ansioso, sedento por essa liderança. Nós como cristãos temos a solução para as crises da família e do casamento, da indústria e do comércio. Nós temos solução (permanente benefício) para a solidão e até para a morte. Temos condições de influenciar todo esse mundo de forma permanente até que Cristo volte, mas não somos líderes porque não temos (como grupo) consciência dessa força influenciadora que é nata em nós. Como podemos conscientizar os outros da necessidade de ter nova vida, novas atitudes, se nós não as temos praticado, não estamos cientes de que somos os grandes líderes de nossa época? Gostamos muito da história mas não estamos conscientes de que estamos também fazendo história e que história é a nossa? Tenho te colocado como cabeça e não como cauda (Dt 28:13). Esse versículo é verdade para nós?
3. O líder não pode temer as dificuldades e sim temer a falta de desafios (metas) em sua vida. Um líder sem metas é medíocre demais para exercer sua liderança. Hoje as igrejas perderam sua identidade e os membros dessa igreja também já não sabem quem são e às vezes as igrejas se tornam um depósito de gente que não sabem o querem da vida e nem para onde estão indo, pois muitos ainda não têm sequer certeza da salvação. Temos dentro das igrejas chefes e não líderes. Chefes mandam, líderes influenciam. O líder precisa ter metas e compartilhá-las para que o grupo se identifique com as metas e assim se identifiquem com o líder (ou não) e se sintam parte do grupo (ou não). Não alcançaremos unidade se não forem públicas nossas metas. Habacuque nos ensina: escreve claramente a visão... Precisamos em todo o tempo deixar claro nossa visão e metas e, como o povo tem memória curta, precisamos constantemente lembrá-los para onde estamos indo, através de nossas atitudes. Nossas atitudes devem revelar nossa visão.
4. Uma vez ouvi a seguinte frase : Dê o que eles querem para poder dar o que eles precisam. Essa intricada frase mexeu comigo. Nem sempre o que as pessoas querem é o que elas precisam, mas infelizmente às vezes precisamos dar para as pessoas o que elas querem primeiro, para depois darmos o que realmente elas precisam. O verdadeiro líder sabe o que seus liderados precisam, sabem de suas necessidades, por intermédio do discipulado, do companheirismo, do pastoreamento, do olho no olho, de pai para filho, do caminhar juntos, fruto da comunhão. Talvez tenha sido isso o que o Apóstolo tenha feito quando disse: tornei-me tudo para com todos, para ganhar alguns (I Cor. 9:22). Além disso parece que ninguém está disposto a ouvir outrem se não houver identificação (é do meu grupo ou tribo) de ambas as partes. Aqueles que conduzem as pessoas se portam como chefes e não como líderes. Não adianta olharmos para as pessoas com a visão de Deus, descobrindo suas reais necessidades, e não conseguirmos nos comunicar com elas. Mesmo que tenhamos a visão de Deus e o poder de Deus para dar às pessoas uma solução, não vamos alcançar nosso objetivo, se ela não entender o que estamos falando. Ela só entenderá quando conseguirmos chamar sua atenção para nossa proposta ou seja quando ela se identificar conosco. Para suprir a real necessidade das pessoas precisamos primeiro nos relacionar com elas (dia-a-dia, olho no olho, comunhão) a ponto de gerar confiança e depois liderá-las até Cristo Jesus.
Estamos conscientes da crise de liderança? Estamos prontos para assumirmos o nosso papel de liderança? Estamos prontos para morrermos por nossa visão? Queremos ser líderes ou chefes? Qual a atitude de nossos liderados? Observemos bem, pois as atitudes espelham a liderança.
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